segunda-feira, 16 de abril de 2012

Uma das razões da minha vida: Hachiko

E cá estou com uma postagem quentinha! OE!

Quero apresentar a quem ainda não conhece (mesmo eu tendo postado tantas fotos no facebook) a minha filha de 4 patas e hoje com 8 meses de idade: Hachiko.
 
 No dia 01/01/12, quando chegou aqui em casa, ainda com 3~4 meses.
Ela não passava de uma bolinha minúscula.

O nome Hachiko (lê-se Ratíco) foi escolhido graças ao filme Hachi (em português, Sempre ao seu Lado) e significa "cão fiel". Muitos falam "Nossa, não podia ter escolhido um nome mais fácil, não?" e eu respondo: NÃO. Se tanta gente coloca o nome Marley por causa do filme/livro Marley & Eu, por que raios eu não posso colocar Hachiko? Então vão se catar :)

Como sempre tive gatos como animal de estimação, cuidar de uma filhote de cachorro era um desafio pra mim. Gatos são mais independentes e sabem se virar com mais facilidade, já um cachorro é totalmente dependente do seu dono. No começo, confesso que surtei. Depois de uma semana de muita mijação e cocôzeras em local errado, papelão picado, choros infindáveis, mordidas incessantes e muita encheção de paciência, fiz uma coisa do qual me arrependo muito: liguei para a moça que me doou a cachorrinha, Débora Ximenes, para devolvê-la, pois não iria aguentar tudo aquilo por mais tempo. Ao menos, era o que eu pensava.
Quando desliguei a ligação, chorava sem parar, soluçando. O Flávio, meu noivo, tentava me acalmar e me perguntava se eu tinha certeza da minha decisão, se não iria me arrepender e voltar atrás.  Naquele instante, comecei a olhar para aquela bola de pelos pulando em mim, me mordendo e pedindo carinho. Em uma semana, me apeguei tanto àquela cachorrinha que por um instante, imaginei minha vida sem ela. Foi terrível.  Eu não iria conseguir devolver aquela que tinha se tornado a minha filha, parte de mim.
 
 Diz se essa carinha não é irresistível?
PS: esse treco na patinha dela era um papel que ela tinha acabado de destruir.

No dia seguinte, eu caí na besteira de não entrar na internet. Depois, no outro dia, entrei no facebook da Débora e me deparei com fotos da Hachiko para doação e o pior: ela já tinha uma nova dona. Entrei em desespero, comecei a chorar e liguei para a Débora pedindo desculpas e implorando para que ela não viesse buscar a Hachiko, pois ela estaria tirando a minha vida. Com muita relutância, a Débora decidiu deixá-la comigo, com a condição de vir à minha casa para ver como a cachorrinha estaria. Concordei.

No sábado, dia em que a Débora veio visistar a Hachiko, foi uma festa. Ela pulou, mordeu, correu, brincou e mostrou à Débora que estava feliz. E eu, mais feliz ainda por ter uma cachorrinha como ela em casa.

Essa é a cara que ela estava fazendo pra Débora: "VOU TE PEGAAAAAAAAAAAAR!"

Passado o "susto", vem a época de ter paciência. Coloquei na minha cabeça que eu iria ficar com a Hachiko, custasse o que custar. E lá se foram roupas, chinelos, comida (preciso mesmo contar tudo?) e mais um monte de coisas que agora jaz em pança. Mas isso não me fez desistir, apesar de muitas vezes soltar um "putaquepariiiiiiiiiiiiiiiiiiu" e coisas do gênero. Hachiko é uma cachorrinha muito dócil, tirando seus momentos de pentelhice, principalmente na parte da noite, quando eu e meu noivo chegamos do trabalho e ela quer brincar, porque dormiu o dia todo. Ah, sem contar quando estamos preparando comida, em que ela fica pulando na mesa, na pia e no fogão querendo pegar tudo. E quando estamos comendo também, só pra constar.

Mesmo assim, nada me tira a felicidade de vê-la pulando e abanando o rabinho com as orelhinhas pra trás quando eu chego em casa. E o jeito que ela vem bem pertinho pedindo carinho e agradece abanando o rabinho. Quem tem cachorro sabe muito bem o que estou dizendo.

Bem, esse é só o COMEÇO da história. Tenho muita coisa pra contar, como por exemplo, o dia em que ela pegou a pontinha do rolo de papel higiênico e saiu correndo pela casa arrastando, parecendo coisa de filme no estilo Beethoven. Mas fica para um próximo post. :)

Logo abaixo, a foto mais recente dela. Pra vocês verem como ela está agora, com seus apenas 14 kilos...

E aí? Já chegou a hora da ração?

Até! ;*

2 comentários:

Rebeca Bondioli disse...

Eu sempre tive cachorro (e uma gata). Eles são realmente muito difíceis de lidar, mas porque são absurdamente movidos por amor :)

Ela é uma linda! *-*

beijo

Flávio disse...

Eu bem que dizia: ter um cachorro em casa, no fim das contas, é uma delícia!

E por mais que os céticos digam, não tem como tratar seu animalzinho como um filho de quatro patas (ou par de asas, ou casco... sei lá).

Ter um animal em casa é se permitir vivenciar uma relação de amor sincero e desinteressado, onde só o que interessa é o amor incondicional.